Como a economia colaborativa ajuda a reduzir os custos fixos

A tecnologia promoveu uma série de mudanças no mundo em vários aspectos, que vão desde a vida pessoal até mesmo no mercado de trabalho. Uma das principais é a revolução dentro da prestação de serviços com o conceito de economia colaborativa, que conta com exemplos que surgem como alternativas aos processos operacionais dentro das empresas.

As empresas que aderem a esse modelo de economia podem experimentar um melhor aproveitamento dos seus recursos, conseguindo parcerias para suprir suas necessidades sem a exigência de um investimento muito alto. Esse modelo também facilita o acesso de pessoas a trabalhos, que antes estavam concentrados no ambiente corporativo — isso significa uma democratização do acesso à prestação de serviços, sem que o profissional dependa de uma contratação formal para atuar.

Saiba mais sobre o assunto neste post.

Economia colaborativa e seu crescimento

A economia colaborativa é uma nova força que vem em contraponto à cultura de acúmulo e posse que vivemos até então. Seu conceito defende a troca de serviços ou compartilhamento de objetos, visando a geração de um modelo de economia mais sustentável.

Esse modelo, ao terceirizar atividades, busca reduzir ao máximo os custos, sem comprometimento da qualidade do serviço prestado. Também há o foco em parcerias para a aquisição de aspectos que não podem ser supridos pela empresa original — não é necessário reinventar a roda, basta procurar quem já a tenha produzido.

” Por que comprar uma furadeira nova se você precisa de um único furo na parede? “

Tomás de Lara, co-fundador da Engage

A prática da economia colaborativa está em crescimento e alguns dos seus exemplos são bem populares, como o Uber e o Airbnb, que ganham cada vez mais a simpatia e aderência das pessoas e profissionais.

Ideias menos populares, mas que definem bem o conceito de economia colaborativa não param de surgir. Serviços como o financiamento coletivo de ideias e projetos – uma espécie de “vaquinha online” – que conecta desenvolvedores de causas sociais a quem quer ajudar – os patrocinadores – sem que precisem sair de casa. Aplicativos como o Tem Açúcar, resgatam aquele velho hábito de bater na porta do vizinho para pedir alguma coisa emprestada. Existe colaboração até quando se trata do guarda-roupa:  BLIMO, uma espécie de Netflix de roupa,  tem um programa em que o usuário paga uma parcela fixa por mês e pode usar roupas de guarda-roupas compartilhados.

São várias iniciativas que surgem a todo momento como exemplos de como bens, serviços e tempo podem ser compartilhados.

Fluxonomia 4D e o conceito de economia de futuro

Totalmente voltada para a questão colaborativa, a fluxonomia defende o conceito do uso de um conjunto de ferramentas e metodologias para aplicação na economia do futuro, compreendendo as novas necessidades do mercado e da sociedade. São defendidos quatro tipos de economia:

  • Economia criativa: fluxo de “matérias primas” que não se consomem com o tempo, mas que crescem exponencialmente ao serem usadas: criatividade, cultura, conhecimento;
  • Economia do compartilhar: divisão de infraestrutura, como espaços, materiais e equipamentos;
  • Economia colaborativa: fluxo de iniciativas conectadas e distribuídas por processos em rede;
  • Economia multivalor: recursos e resultados não só financeiros, mas culturais, ambientais e sociais.

A fluxonomia 4D já é aplicada dentro do conceito de economia colaborativa. O conceito foi proposto pela futurista Lala Deheinzelin, que oferece serviços de assessoria e prototipagem, ajudando empresas a atingirem esses outros valores, alinhando projetos aos conceitos do futuro.

Um bom exemplo dessa aplicação é a iniciativa Na Sala, formada por um grupo de sócios que empreendem programas de desenvolvimento para empresas e pessoas que buscam transformação e conexão.

Entre os serviços prestados, estão a facilitação de conexões para parcerias e projetos, além da aplicação de mentorias e workshops voltados para transformações na atuação de líderes e times corporativos.

Esses conceitos são apresentados como alternativas aos processos operacionais dentro das empresas, agregando desenvolvimento às pessoas e empresas.

Tecnologia e mão de obra especializada na otimização de empresas

Outro aspecto interessante que a economia colaborativa traz é a promoção da troca de mão de obra sem a necessidade de um vínculo permanente. Muitos modelos de negócios foram favorecidos com a prestação de serviços, que pode ser facilmente encontrada graças à internet e à comunicação atual facilitada pela tecnologia.

Isso não significa queda de qualidade — pelo contrário, a concorrência exige cada vez mais especialização, até mesmo para que esses profissionais possam atender às necessidades do contratante e entregar um trabalho bem-feito.

Além disso, esse modelo de contratação facilita o acesso de pequenas empresas e startups a esses serviços. É natural que organizações que estão dando os seus primeiros passos tenham dificuldades em entender qual o momento ideal de contratar equipes internas de RH e marketing, ou até mesmo ainda não tenham a infraestrutura necessária para isso.

Nestes casos, o serviço é realizado por parcerias de maneira remota, sendo que as instalações e os equipamentos são de responsabilidade do terceirizado. A empresa apenas recebe o trabalho e paga por isso.

Atualmente há uma série de serviços disponibilizados dentro desse modelo. Podemos destacar:

Plataformas de marketing e produção de conteúdo

O trabalho de marketing de conteúdo, estratégias para redes sociais e design para comunicação visual da empresa não está mais concentrado em grandes agências. Existem diversas plataformas que oferecem esse serviço, contando com uma lista de profissionais especializados e constantemente avaliados. Podemos citar o Workana e Contentools como exemplos.

Essas plataformas auxiliam não só as empresas, que têm acesso facilitado a esse trabalho, como os profissionais, já que abre uma alternativa de atuação no mercado independente da contratação formal.

A tendência é que esse modelo tão comum na economia colaborativa cresça, principalmente com a adesão cada vez maior do sistema home office no mundo todo, a descentralização de trabalhos criativos e o surgimento crescente de pequenas empresas e iniciativas locais.

Plataformas de recrutamento e seleção de talentos

A seleção de talentos assertiva pode ser um problema para as empresas, mesmo para as que já contam com um RH interno bem estruturado. É um trabalho que exige tempo, bom network e especialização para que traga bons resultados.

Como saída para esse problema, o mercado conta hoje com plataformas de recrutamento, nas quais a seleção é realizada com o apoio de recursos importantes, como o People Analytics e Fit Cultural, aumentando muito a probabilidade de uma contratação consistente e duradoura.

Dentro desse modelo, os selecionadores também são contratados de maneira terceirizada, como profissionais liberais. Eles atuam de maneira remota, porém aplicando toda a sua experiência, o que dá mais liberdade na condução do trabalho e contribui para o alcance de resultados bem acima da média.

Um bom exemplo que podemos citar desse tipo de prestação de serviços é a Work4all, que conecta empresas e selecionadores, abrindo espaço para esse tipo de parceria e que conta com uma série de cases de sucesso em seu portfólio.

A economia colaborativa abre alternativas aos processos operacionais dentro das empresas, cedendo espaço para a terceirização de serviços e compartilhamento de espaços, ideias e projetos.

Essas iniciativas são a nova tendência de futuro e driblam a necessidade de um capital inicial muito volumoso para a abertura de empresas, aquecendo e mobilizando a economia.

A colaboração é a solução para organizações que buscam o crescimento exponencial.

 

Aproveite que você está mais informado sobre o assunto e confira o nosso post sobre os custos para a contratação de profissionais.